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Trocar de dívida: quanto muda o total: o mesmo saldo e prazo com a taxa atual e com a nova

Informe o saldo que você deve, em quantos meses quer quitar, a taxa atual e a taxa da nova proposta: empréstimo para quitar o cartão, portabilidade ou refinanciamento. A ferramenta mostra a parcela e o total em cada taxa, a diferença em reais e a taxa a partir da qual a troca deixa de reduzir o total. O cálculo é feito no seu navegador e nada é enviado.

O resultado aparece logo abaixo ↓

Exemplo: R$ 10.000 em 12 meses, da mediana do rotativo para a do crédito pessoal

Se R$ 10.000 fossem pagos em 12 parcelas iguais à mediana publicada do cartão rotativo (15,12% ao mês), a parcela estimada seria de R$ 1.854,26 e o total, R$ 22.251,18. À mediana do crédito pessoal (5,52% ao mês), a parcela seria de R$ 1.161,58 e o total, R$ 13.939,00: R$ 8.312,18 a menos no total. É um exercício com as medianas das instituições, sem IOF, tarifas nem seguros; a sua taxa, nas duas pontas, é a do seu contrato e a da proposta que você receber.

O que a norma diz sobre a portabilidade

A Resolução CMN 5.057/2022 garante a portabilidade: você pede à instituição que vai receber a dívida, e a atual é obrigada a garantir a transferência quando a nova quita o saldo (arts. 2º, inciso I, e 3º). Na mesma modalidade, o valor e o prazo da nova operação não podem passar do saldo devedor e do prazo que faltam na dívida original (art. 6º); levar a dívida para outra modalidade é permitido, sem a regra do prazo (art. 6º, § 3º). Os custos da troca de informações e da transferência de recursos entre as instituições não podem ser repassados a você (art. 15). Desde 1º/07/2024 a regra vale também para o saldo devedor da fatura do cartão, inclusive o rotativo e o parcelamento (Lei 14.690/2023, art. 27, § 1º; Resolução CMN 5.112/2023). O texto da norma não trata do IOF nem de tarifas da nova operação: confira-os na proposta, junto do CET. O passo a passo está em portabilidade de crédito.

Como a conta é feita

Nas duas dívidas, a parcela é a da tabela Price: saldo × i ÷ (1 − (1 + i)−prazo), em que i é a taxa mensal; o total é a parcela vezes o prazo. Na nova, o saldo financiado é o saldo atual mais os custos informados. A taxa de equilíbrio é a taxa nova que, com esses custos, daria o mesmo total pago da dívida atual; acima dela, a troca aumenta o total. Prazo igual nas duas de propósito: com prazo maior, uma taxa menor pode custar mais no total; para comparar prazos diferentes, use a calculadora de juros compostos.

Compare com a taxa de mercado

Para ter uma referência, esta é a mediana das taxas das instituições com dados disponíveis no período, por modalidade. A mediana não é a taxa que você pagaria: ela depende do seu perfil e das condições da operação.

Fonte: Banco Central do Brasil — Taxas de juros de operações de crédito por instituição financeira (médias dos últimos 5 dias). Período de referência: 13/10/2026 a 19/10/2026 (o período varia por modalidade). Atualizado em 03/11/2026.

Para entender

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