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Cartão de crédito parcelado: o que a taxa oficial diz

Redação Creditoscópioatualizado

Cartão de crédito parcelado: o que a taxa oficial diz

No período de 10/09/2026 a 16/09/2026, a mediana das taxas que o Banco Central publica para as instituições com dados disponíveis na modalidade “cartão de crédito parcelado” foi de 8,70% ao mês (172,12% ao ano), com n = 62 instituições. O Banco Central publica a taxa de cada instituição; a mediana é cálculo do Creditoscópio. As referências publicadas foram de 0,02% a 19,49% ao mês, e metade das instituições ficou entre 6,54% e 10,65%. O Banco Central não define, na documentação consultada, o que essa modalidade inclui; por isso o número não deve ser lido como a taxa do parcelamento da fatura.

O que é o “cartão parcelado” do Banco Central

Na fonte, a modalidade se chama “Cartão de crédito – parcelado – Prefixado” (código 215101). A página do conjunto de dados do Banco Central que descreve as taxas por instituição, consultada em 01/10/2026, distingue o cartão rotativo regular e o não regular, mas não traz definição do “parcelado”. Sem essa definição, o Creditoscópio não afirma que ele corresponde ao parcelamento da fatura, nem à compra parcelada no cartão, nem a outra operação: o que o dado permite dizer é o que o Banco Central publica sob esse nome.

Para cada instituição, o Banco Central publica a taxa média das operações contratadas em uma janela de 5 dias úteis, ponderada pelo valor contratado. A mediana, os quartis e as faixas abaixo são cálculo do Creditoscópio sobre essas taxas.

O que o dado mostra

Medida% ao mês% ao ano (estimada)
Menor taxa publicada0,02%0,24%
25% das instituições ficam abaixo de (P25)6,54%113,87%
Mediana das instituições com dados8,70%172,12%
75% das instituições ficam abaixo de (P75)10,65%236,83%
Maior taxa publicada19,49%747,19%
Cartão de crédito parcelado, taxas por instituição publicadas pelo Banco Central, período de 10/09/2026 a 16/09/2026, n = 62 instituições com dados. Medidas calculadas pelo Creditoscópio sobre a taxa mensal publicada; a taxa anual é conversão por juros compostos (estimativa).

Cada instituição pesa igual na mediana, seja grande ou pequena, e a composição do grupo muda de período a período. Entre as 62, 31 publicaram taxa abaixo da mediana e 31 acima. A distância entre P25 e P75 é de 4,11 pontos percentuais.

Faixa da taxa ao mêsInstituições
até 3,99%8
4,00% a 5,99%5
6,00% a 7,99%12
8,00% a 9,99%18
10,00% a 11,99%8
12,00% ou mais11
Cartão de crédito parcelado, taxas por instituição publicadas pelo Banco Central, período de 10/09/2026 a 16/09/2026, n = 62. Contagem por faixa em ordem crescente de taxa, sem identificar instituições. Cálculo do Creditoscópio.

Uma instituição publicou taxa abaixo de 1% ao mês (0,02%). Taxas tão baixas indicam produtos ou volumes atípicos; ficam na conta, sem exclusão. O dado do Banco Central não diz por que as taxas variam tanto entre instituições, e a posição de uma instituição nessa distribuição não a torna mais ou menos cara: carteiras com prazos e perfis de cliente diferentes não são diretamente comparáveis.

Não é um valor de uma semana só. Na série da primeira janela de 5 dias úteis de cada mês (janelas não sobrepostas), de setembro/2025 a setembro/2026, a mediana variou de 8,43% a 8,96% ao mês, com 50 a 61 instituições por janela.

O que essa taxa não é

A documentação do Banco Central descreve a taxa como o custo efetivo médio das operações, com os juros acrescidos de “encargos fiscais e operacionais”, sem detalhar quais entram. Por isso ela não é a taxa de um contrato, não é o CET e não deve ser comparada a ele. A taxa do Banco Central também não é oferta individual: é a referência média das operações da instituição na janela, e não a taxa que será aplicada a um cliente específico.

Quanto uma taxa dessas faz com R$ 1.000

Conta ilustrativa com dívida fictícia de R$ 1.000, em juros compostos, sem IOF, tarifas, seguro nem atraso. É estimativa, não CET.

Taxa ao mêsJuros em 1 mês6 parcelas: cada uma6 parcelas: juros no total12 parcelas: cada uma12 parcelas: juros no total
6,54% (P25)R$ 65,40R$ 206,83R$ 240,95R$ 122,83R$ 474,00
8,70% (mediana)R$ 87,00R$ 220,93R$ 325,58R$ 137,55R$ 650,57
10,65% (P75)R$ 106,50R$ 234,00R$ 403,99R$ 151,47R$ 817,62
Dívida fictícia de R$ 1.000, juros compostos, sem IOF, tarifas, seguro nem atraso. Taxas: P25, mediana e P75 do cartão parcelado (n = 62), Banco Central, período de 10/09/2026 a 16/09/2026. Parcelas fixas (tabela Price). Cálculo do Creditoscópio.

Para a sua dívida, vale a taxa do seu contrato ou da proposta que receber, e o CET dela. Se quiser comparar com o rotativo, o post sobre rotativo ou parcelado traz as duas modalidades lado a lado, e o post sobre CET explica por que taxa de juros e custo total são coisas diferentes.

Qual foi a taxa publicada de cada instituição no cartão parcelado? A página da modalidade mostra, para cada instituição com dado na janela, a referência média publicada pelo Banco Central, a posição na distribuição e o histórico.

Ver o cartão parcelado nos dados do Banco Central

Perguntas frequentes

Quanto são os juros do cartão parcelado nos dados do Banco Central?

No período de 10/09/2026 a 16/09/2026, a mediana das taxas publicadas pelo Banco Central para as instituições com dados (cálculo do Creditoscópio) foi de 8,70% ao mês (172,12% ao ano), com n = 62. As referências foram de 0,02% a 19,49% ao mês.

O cartão parcelado do Banco Central é o parcelamento da fatura?

A documentação consultada do Banco Central não define a modalidade. O texto não a trata como equivalente ao parcelamento da fatura nem à compra parcelada; trata do que o Banco Central publica sob o nome “cartão de crédito parcelado”.

A taxa do Banco Central é a que o meu cartão vai cobrar?

Não. É a referência média das operações da instituição na janela de 5 dias úteis, e não oferta individual. A taxa que vale para você é a do seu contrato.

Uma taxa baixa, como 0,02%, significa parcelamento com custo menor?

Não necessariamente. Taxas muito baixas indicam produtos ou volumes atípicos, e o dado não diz por quê. Elas ficam na tabela, sem exclusão.

Fontes