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Crédito pessoal: taxas de 1,20% a 17,82% ao mês no BC

Redação Creditoscópioatualizado

Crédito pessoal: taxas de 1,20% a 17,82% ao mês no BC

No período de 10/09/2026 a 16/09/2026, o Banco Central publicou, para o crédito pessoal sem consignado com taxa prefixada, referências médias que vão de 1,20% a 17,82% ao mês entre 80 instituições com dados. A mediana dessas instituições foi de 5,45% ao mês (89,04% ao ano, estimativa em juros compostos). A metade central, do P25 ao P75, vai de 2,67% a 11,71% ao mês. O dado do Banco Central mostra essa dispersão, mas não diz por que ela existe.

O que o Banco Central publica

Para cada instituição, o Banco Central publica a taxa média das operações contratadas em uma janela de 5 dias úteis, ponderada pelo valor contratado. A modalidade usada aqui é “Crédito pessoal não consignado – Prefixado” (série 221101, pessoas físicas). Os pontos da tabela abaixo (mínimo, quartis, mediana e máximo) são cálculo do Creditoscópio sobre essas taxas.

Medida% ao mês% ao ano (estimado)
Mínimo1,20%15,39%
P252,67%37,19%
Mediana5,45%89,04%
P7511,71%277,66%
Máximo17,82%615,53%
Crédito pessoal não consignado, prefixado; taxas por instituição publicadas pelo Banco Central, período de 10/09/2026 a 16/09/2026, n = 80 instituições com dados. Mediana das instituições com dados disponíveis no período; P25 e P75 = 25% e 75% das instituições ficam abaixo desses valores. Medidas e conversão para ano (juros compostos) calculadas pelo Creditoscópio.

O maior valor é 14,9 vezes o menor, e a distância entre eles é de 16,62 pontos percentuais. Só entre o P25 e o P75 a diferença é de 9,04 pontos percentuais: o P75 é 4,4 vezes o P25. Cada instituição pesa igual na mediana, seja um grande banco ou uma financeira pequena, e a composição das instituições com dado muda de janela a janela. Por isso a mediana, sozinha, resume mal esta modalidade.

Como as 80 instituições se distribuem

As taxas não se concentram em torno da mediana. Há 24 instituições abaixo de 3% ao mês e 25 acima de 10% ao mês. A faixa de 12,00% a 14,99% reúne 17 instituições; só 2 ficam em 15% ou mais.

Faixa da taxa ao mêsInstituições
até 2,99%24
3,00% a 5,99%17
6,00% a 8,99%12
9,00% a 11,99%8
12,00% a 14,99%17
15,00% ou mais2
Crédito pessoal não consignado, prefixado; taxas por instituição publicadas pelo Banco Central, período de 10/09/2026 a 16/09/2026, n = 80. Contagem por faixa em ordem crescente de taxa, sem identificar instituições. Cálculo do Creditoscópio.

O que o dado não diz

A fonte traz a taxa média por instituição, mas não traz o perfil dos clientes, o prazo, as garantias nem o volume de cada carteira. A metodologia do Creditoscópio parte do princípio de que instituições diferentes têm carteiras diferentes, e a diferença entre duas taxas não mede que uma instituição é mais “cara” do que outra. O dado do Banco Central não diz por que as taxas variam tanto nem quanto cada fator pesa, e este texto não afirma uma causa.

A documentação do Banco Central descreve a taxa como o custo efetivo médio das operações, com os juros acrescidos de “encargos fiscais e operacionais”, sem detalhar quais entram. Por isso ela não é a taxa de um contrato, não é o CET e não deve ser comparada a ele. A taxa do Banco Central também não é oferta individual: é a referência média das operações da instituição na janela, e não a taxa que será aplicada a um cliente específico.

O que essa diferença muda na conta

Uma taxa mensal parece pequena, mas se acumula em juros compostos (veja por que juros ao mês não se multiplicam por 12). Conta ilustrativa, fictícia, com juros compostos e sem IOF, tarifas, seguro ou atraso (é estimativa, não CET): R$ 1.000 mantidos por 12 meses a cada uma das taxas da tabela acima.

Taxa ao mês usadaR$ 1.000 após 12 mesesJuros no período
1,20% (mínimo)R$ 1.153,89R$ 153,89
2,67% (P25)R$ 1.371,90R$ 371,90
5,45% (mediana)R$ 1.890,42R$ 890,42
11,71% (P75)R$ 3.776,63R$ 2.776,63
17,82% (máximo)R$ 7.155,31R$ 6.155,31
Cálculo do Creditoscópio com juros compostos sobre as taxas publicadas pelo Banco Central, período de 10/09/2026 a 16/09/2026, n = 80. Valor fictício; sem IOF, tarifas, seguro ou atraso. Não é CET nem oferta.

A tabela mostra o efeito da taxa, não o que uma instituição cobraria de alguém. Para o seu caso, vale a taxa e o CET que constam na proposta. O post sobre CET explica por que taxa de juros e custo total não são a mesma coisa.

Qual foi a taxa publicada de cada instituição? A página do crédito pessoal mostra, para cada instituição com dado na janela, a referência média publicada pelo Banco Central, a posição na distribuição e o histórico da mediana.

Ver o crédito pessoal nos dados do Banco Central

Perguntas frequentes

Qual é a taxa de juros do empréstimo pessoal publicada pelo Banco Central?

No período de 10/09/2026 a 16/09/2026, a mediana das instituições com dados foi de 5,45% ao mês (89,04% ao ano, estimado), com n = 80, no crédito pessoal sem consignado prefixado. Cada instituição publicou a sua referência, de 1,20% a 17,82% ao mês.

Por que a taxa do empréstimo pessoal varia tanto entre instituições?

O dado do Banco Central não diz. Ele mostra a taxa média por instituição, sem o perfil dos clientes, o prazo, as garantias ou o volume de cada carteira, e por isso não permite afirmar uma causa.

Uma taxa mais alta na tabela significa que a instituição cobra mais caro?

Não é possível concluir isso. A taxa publicada é uma média das operações da janela de cada instituição, e carteiras diferentes não são diretamente comparáveis. O Creditoscópio não classifica instituições como mais ou menos caras.

A taxa que o Banco Central publica é a que vou pagar?

Não. É a referência média das operações da instituição na janela de 5 dias úteis, e não oferta individual. A taxa que vale para você é a do seu contrato, e o CET da proposta mostra o custo total.

Esse dado vale para empréstimo consignado?

Não. A série usada é a de crédito pessoal não consignado, com taxa prefixada, para pessoas físicas.

Fontes